Blog da U.L.L.A. - União Lusófona das Letras e das Artes
terça-feira, 27 de agosto de 2019
domingo, 28 de abril de 2019
terça-feira, 16 de abril de 2019
Feliz Páscoa!
Páscoa
Vida de novo
Que ressurge
Ressurreição
Admiração
De uma nova etapa
Que tapa
ao saber do necessário
Viável
Como o mel...
Vida de novo
Que ressurge
Ressurreição
Admiração
De uma nova etapa
Que tapa
ao saber do necessário
Viável
Como o mel...
domingo, 9 de julho de 2017
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
domingo, 16 de outubro de 2016
sábado, 14 de novembro de 2015
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
DUETO MARINA DA PAZ E JOÃO FURTADO
OLHOS D’ÁGUA (Publicada hoje e Destacada no PEAPAZ)
Olhos d’água,
Uma espiral gira em torno de si mesmo,
ora pra fora, ora pra dentro.
Ciclo da água. O universo é movimento.
Uma espiral gira em torno de si mesmo,
ora pra fora, ora pra dentro.
Ciclo da água. O universo é movimento.
Curso d’água,
Leito por onde derrama-se a vida.
E assim, o repouso sonoro da emoção.
Chuva de estrelas silenciam este fundo de rio.
Leito por onde derrama-se a vida.
E assim, o repouso sonoro da emoção.
Chuva de estrelas silenciam este fundo de rio.
Fluxo d’água,
Modera a chegada ao ribeirão.
Caminha...Desliza. Asperge. Abençoa.
Por entre o solo, a nuvem, o sol e o trovão.
Modera a chegada ao ribeirão.
Caminha...Desliza. Asperge. Abençoa.
Por entre o solo, a nuvem, o sol e o trovão.
Mãe d’água,
Goteja qual lágrima.
Verte, serena, ao coração.
Gruta. Dá origem, fecunda e nutre.
Goteja qual lágrima.
Verte, serena, ao coração.
Gruta. Dá origem, fecunda e nutre.
Fonte d’água,
Dessedenta, alimenta e trata.
Frescor, refúgio, harmonia, ecos e som.
Dessedenta, alimenta e trata.
Frescor, refúgio, harmonia, ecos e som.
Transparência.
Olhos d’água.
Olhos d’água.
M - Muito belo seu poema
A - Alentou o meu espirito
R - Rico pela vida contida
I - Imaginei-me longe...
N - Na ilha onde nasci
A - A água a brotar das rochas...
A - Alentou o meu espirito
R - Rico pela vida contida
I - Imaginei-me longe...
N - Na ilha onde nasci
A - A água a brotar das rochas...
D - De todos os lados possíveis
A - A caminhar para as ribeiras !
A - A caminhar para as ribeiras !
P - Pois aqui na terra dos meus pais
A - A água só vem de Céu e nem sempre
Z - Zelosos desesperamos esperando que caia!
A - A água só vem de Céu e nem sempre
Z - Zelosos desesperamos esperando que caia!
M - Minha amiga e poetiza nobre
A - A Água e a chuva só se sabe o valor
R - Recusando elas de aparecer
I - Imaginas tu no deserto sem uma gota
N - Neste estado aqui estamos
A - Animais a morrerem e nada de pasto!
D - De repente cai uma gota do céu
A - A gente do campo semeia e espera...
P - Pinga mas não chove e estraga tudo
A - As sementes apodrecem e não germinam
Z - Zéfiros de esperança se tornam desilusão!
A - A Água e a chuva só se sabe o valor
R - Recusando elas de aparecer
I - Imaginas tu no deserto sem uma gota
N - Neste estado aqui estamos
A - Animais a morrerem e nada de pasto!
D - De repente cai uma gota do céu
A - A gente do campo semeia e espera...
P - Pinga mas não chove e estraga tudo
A - As sementes apodrecem e não germinam
Z - Zéfiros de esperança se tornam desilusão!
João Furtado
Http://Joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 05 de Agosto de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
CABO VERDE
CABO
VERDE
C om
anos de independência nos hábitos e C ultura festejas quarenta anos de politica
A hora que teus filhos viram subindo no ar, A bandeira que para todos é o símbolo da liberdade
B oa hora ela subiu e nela incluíramo-nos, B oa vontade de livres vivermos economicamente
O bra muito difícil para dez ilhas desérticas O Homem sonha e as árvores são plantadas.
V êm as nuvens e anunciam a chuva, será? V irá e regará ás árvores plantadas ou não?
E is a dúvida que com o povo sempre viva E acalentada no esforço natural do sacrifício
R esolvemos continuar a plantar e a semear R egamos muitas vezes com o nosso próprio suor
D eixamos que a sorte fosse possível ser, e, D o nada espigas se formarem e em pão transformarem
E sta era a nossa sorte e tivemos que querer E do deserto aos poucos vai surgindo pequenos Oasis.
A hora que teus filhos viram subindo no ar, A bandeira que para todos é o símbolo da liberdade
B oa hora ela subiu e nela incluíramo-nos, B oa vontade de livres vivermos economicamente
O bra muito difícil para dez ilhas desérticas O Homem sonha e as árvores são plantadas.
V êm as nuvens e anunciam a chuva, será? V irá e regará ás árvores plantadas ou não?
E is a dúvida que com o povo sempre viva E acalentada no esforço natural do sacrifício
R esolvemos continuar a plantar e a semear R egamos muitas vezes com o nosso próprio suor
D eixamos que a sorte fosse possível ser, e, D o nada espigas se formarem e em pão transformarem
E sta era a nossa sorte e tivemos que querer E do deserto aos poucos vai surgindo pequenos Oasis.
João Furtado
Praia, 20 de Julho de 2015
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sábado, 17 de janeiro de 2015
DA TERRA SOU E SOU EMIGRANTE - Meu terceiro RODEL Na mala saudade gigante Que aperto está no coração A minha badia com razão Está certamente carente Da terra sou e sou emigrante E volto e espero recepção Levei sonhos volto pedinte Única riqueza é a atenção E a fé de que sou tanto crente Apenas nada, nem pensão Da terra sou e sou emigrante... João Pereira Correia Furtado Praia, 17 de Janeiro de 2015 http://joaopcfurtado.blogspot.com
DA TERRA SOU E SOU EMIGRANTE
Da terra sou e sou emigrante
E volto e espero recepção
Na mala saudade gigante
Que aperto está no coração
Da terra sou e sou emigrante
E volto e espero recepção
Na mala saudade gigante
Que aperto está no coração
A minha badia com razão
Está certamente carente
Da terra sou e sou emigrante
E volto e espero recepção
Levei sonhos volto pedinte
Única riqueza é a atenção
E a fé de que sou tanto crente
Apenas nada, nem pensão
Da terra sou e sou emigrante...
Está certamente carente
Da terra sou e sou emigrante
E volto e espero recepção
Levei sonhos volto pedinte
Única riqueza é a atenção
E a fé de que sou tanto crente
Apenas nada, nem pensão
Da terra sou e sou emigrante...
João Pereira Correia Furtado
Praia, 17 de Janeiro de 2015
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domingo, 28 de dezembro de 2014
2015 SEJA DE PAZ PARA O POVO DO PLANETA TERRA
2015 SEJA DE PAZ PARA O POVO DO PLANETA TERRA
Para todos um belo e Feliz Ano Novo
Com menos sofrimento para o povo
Deste planeta Azul de nome Terra
Que a PAZ ganhe e vença a guerra
Que a harmonia entre os homens o alvo
E que o pensamento seja perfeito e novo
É o ano 2015 que em força aparece
Que traga a alegre PAZ que tanto carece
João P. C. Furtado
Praia 28 de Dezembro de 2014
Com menos sofrimento para o povo
Deste planeta Azul de nome Terra
Que a PAZ ganhe e vença a guerra
Que a harmonia entre os homens o alvo
E que o pensamento seja perfeito e novo
É o ano 2015 que em força aparece
Que traga a alegre PAZ que tanto carece
João P. C. Furtado
Praia 28 de Dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
domingo, 7 de dezembro de 2014
AO ENTARDECER O QUADRO CONTINUA
AO ENTARDECER O QUADRO CONTINUA
Ao entardecer na Ilha bela e maravilhosa
Tu e eu… Eu e tu contemplávamos o sol
Peguei-te na mão e via-te amor orgulhosa
Enquanto o Astro Rei escondia atrás do farol
Cansados resolvemos entrar na água… na Praia
Entrelaçados e cheios de sonhos beijávamos
A sombra da noite não reduzia a nossa alegria
Não tínhamos nada além da vida e dos sonhos
E também tínhamos a água tépida do mar
Onde a natureza confundia a sua sublime energia
Com o nosso forte e único deseja de amar
Como era bela a certeza que amanha era outro dia
Mas era mais um dia para o nosso amor se Vibrar
Saímos da água e sentamos ao pé do coqueiro
A Natureza falava mais tudo parecia silenciar
Perante o nosso amor tão nobre e tão verdadeiro
A natureza nocturna acordava ávida de amar
E nós curiosos e amantes comtemplávamos a noite
O mar não se cansava de os nossos pés molhar
E eu não cansava de falar do futuro tal um vidente
Hoje veio a idade mas não levou o desejo de sonhar
Vemos os nossos frutos os mais velhos são pais
E sorrimos para os netos, um a rir e outro a chorar
Ao entardecer o quadro continua cheio de animais
Praia, 18 de Novembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Ao entardecer na Ilha bela e maravilhosa
Tu e eu… Eu e tu contemplávamos o sol
Peguei-te na mão e via-te amor orgulhosa
Enquanto o Astro Rei escondia atrás do farol
Cansados resolvemos entrar na água… na Praia
Entrelaçados e cheios de sonhos beijávamos
A sombra da noite não reduzia a nossa alegria
Não tínhamos nada além da vida e dos sonhos
E também tínhamos a água tépida do mar
Onde a natureza confundia a sua sublime energia
Com o nosso forte e único deseja de amar
Como era bela a certeza que amanha era outro dia
Mas era mais um dia para o nosso amor se Vibrar
Saímos da água e sentamos ao pé do coqueiro
A Natureza falava mais tudo parecia silenciar
Perante o nosso amor tão nobre e tão verdadeiro
A natureza nocturna acordava ávida de amar
E nós curiosos e amantes comtemplávamos a noite
O mar não se cansava de os nossos pés molhar
E eu não cansava de falar do futuro tal um vidente
Hoje veio a idade mas não levou o desejo de sonhar
Vemos os nossos frutos os mais velhos são pais
E sorrimos para os netos, um a rir e outro a chorar
Ao entardecer o quadro continua cheio de animais
Praia, 18 de Novembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com
sábado, 29 de novembro de 2014
MUITO OBRIGADO ARLETE PIEDADE LOURO
- Amiga e irmã de Santarém
Recebo com alegria o poema...
Li e tornei a ler com agrado
E digo-te com emoção
Tu me surpreendes amiga
E me fazes acreditar na amizade
Para ti um abraço de consideração
Inspiro no teu talento para escrever
E te enviar este acróstico com teu nome
De propósito único dizer-te obrigado e enviar-te
Abraços tão merecidos para ti irmã
Desejo também tudo de bom e melhor
E espero que teus sonhos se realizam
Levantei de cama e depois de orar
O meu computador abri e estou aqui...
Um sentimento de alegria encheu o coração
Recordando a nossa amizade e também
O convívio superiormente vivido e te digo....
OBRIGADO PELO POEMA E ENVIO DE PARABÉNS!
João P. C. Furtado
Praia, 29 de Novembro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com. 
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
DIA DA CONSCIENCIA NEGRA
De África e negro sou e afirmo
Identidade minha é negra
Apenas quero dizer o que penso…
Deixem-me pedir a consciência
Aqui e agora… A consciência humana
Como ontem triste e muito triste estive
O pedido… Faço-o hoje e agora e aqui
Não quero consciência com cores e tonalidades
Sinto que precisa-se de uma consciência humana
Como respeito pelo ser humano e pela natureza
Imaginar em cada ser vivo um irmão
Especial e igual na diferença e no pensamento
Negar para sempre as fúteis guerras
Construir a compreensão e a PAZ
Incluir todos neste PLANETA AZUL e
Acreditar que ele pertence a todos seres vivos
Não importa a pele, a raça ou a religião
Este é o DIA que eu quero e desejo
Gente humana de bem e de PAZ
Reflectindo no futuro de todos e sentir
A Natureza alegre por ver a IGUALDADE e a FRATERNIDADE!
João Pereira Correia Furtado
Praia, 21 de Novembro de 2014
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
PARA ARLETE PIEDADE LOURO
A Andei por cá a vasculhar minha amiga
R Revolvi todos os poemas escritos
L Lembrando neles os mil amigos
E E não encontrei nada que a ti me liga
T Talvez… Se fizesse um poema
E E tu, minha amiga fosse o tema?
A Aprendi contigo tanta coisa linda
R Recordo-me dos poemas e poesias
L Lindas e escritas por ti e as alegrias…
E Elas me davam e me dão ainda querida
T Tu nem imaginas minha amiga a satisfação
E E a ideia de duetos… E a tua perfeição
A Ao escrever-te este acróstico pertinente
R Recorro a minha cansada memória
L Lembro-me de muito, mas com angustia
E Estou certo que esquecei de importante,
T Talvez das melhores, parte da nossa amizade
E Espero que me perdoes, não é verdade?
Praia, 04 de Novembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com
R Recordo-me dos poemas e poesias
L Lindas e escritas por ti e as alegrias…
E Elas me davam e me dão ainda querida
T Tu nem imaginas minha amiga a satisfação
E E a ideia de duetos… E a tua perfeição
A Ao escrever-te este acróstico pertinente
R Recorro a minha cansada memória
L Lembro-me de muito, mas com angustia
E Estou certo que esquecei de importante,
T Talvez das melhores, parte da nossa amizade
E Espero que me perdoes, não é verdade?
Praia, 04 de Novembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
A FILHA DO ESTUPRO
A FILHA DO ESTUPRO
Vivia com a minha mãe, nós as
duas e as nossas e os nossos vizinhos, eu tinha 12 anos e ia fazer treze
brevemente. Tinha um corpo um pouco desenvolvido e para a ilha, onde a maioria
cresce lentamente e aos 13 anos muitas das vezes nem sinais de seios… Os meus
treze anos me colocavam num patamar de quase uma mulherzinha. Mas em
contrapartida me sentia uma criança, principalmente por ser filha de
mãe-solteira, se é que exista mãe-solteira. Preferia dizer de pai ausente. As minhas
carências afectivas eram enormes.
A minha mãe esquecida de ter uma
filha de pai ausente já sonhava com um bom marido para mim em vez de sonhar com
uma boa escola e uma boa formação.
Esqueci-me de me apresentar, sou
Laurentina Maria Lara da Silva e actualmente tenho vinte e cinco anos, sou mãe
de um filho de 6 anos de idade. Vivemos os dois, o pai, casado com outra
mulher, quase nunca aparece e eu não faço questões da sua presença, aliás
prefiro a sua ausência. Mas não é do meu adorado filho nem do seu pai que quero
falar. É dum pesadelo que tive quando apenas tinha quase 13 anos de idade.
A minha mãe tinha e talvez ainda
tem uma amiga íntima. A amiga estava em contas com a Justiça e precisou de arranjar
um advogado. Conseguiu um, não recordo, aliás não sei se foi porque o pagou ou
se foi um destes casos frequentes do advogado nomeado pela Justiça. A lei não permite
julgamento sem estes, para mim, monstros da lei. Não sei como e nem porquê o Senhor advogado tornou-se
no amigo das duas amigas Laurentina da Silva, a minha mãe e Maria Lara a sua
amiga, é no meu nome que se comprova quão amigas as duas eram.
Quanto ao advogado, este
apresentou-se sempre com o nome de Senhor Advogado Court Lawyer ou simplesmente senhor Lawyer. Era um homem
muito simpático, não obstante a avançada idade. Estava sempre a me contar
histórias e a brincar comigo. Eu quase o idolatrei até que aconteceu o que
nunca devia ter acontecido.
Um dia a minha mãe
e a amiga dela saíram. A mim a minha mãe me disse que ia com a amiga ao consultório
do Dr. Lawyer. Eu já era crescida e podia ficar sozinha em casa até chegar a
hora de ir para a escola. O almoço estava na panela e era apenas eu me servir e
comer. Era normal, foi assim desde quando eu tinha apenas 6 ou pouco mais. Ela,
a minha mãe era uma espécie de compras e vendas, ela era uma “rabidante”. Saíram, eu fiquei em cassa. Chegou a hora da
escola, peguei na pasta e coloquei as costas, senti alguém a bater na
porta, nem perguntei, pensei que era a Lourdes, minha colega, íamos sempre
juntas. Abri a parta e era ele, nem me
veio a cabeça que a minha mãe e a amiga foram precisamente ao escritório do Dr.
Court Lawyer…
Ele entrou e me acariciou como de
costume e perguntou-me se ia a escola, eu disse que sim e ele se ofereceu para
me dar a boleia. Esqueci-me por momento da Lourdes. Sai e tomei a boleia. Mal
entrei no carro senti-me tal “A Capuchinho Vermelho” perante o Lobo… Ele
acariciou-me de novo e senti que a caricia era diferente, era quase como o
sempre, mas diferente a diferença que se foi acentuada até… Até ele dizer que
ia me dar um passeio. Comecei a sentir-me traída e enganada… Quis sair do
carro, não me importava as consequências da provável queda, mas não consegui.
As portas estavam bloqueadas. Tentei gritar, pedir socorro… Nada a música estava
alta e enchia tudo a volta…. O pior…
O pior foi o sorriso dele a
afirmação que o carro era a prova de bala e do som, este é um “topo-da-da-gama”
em segurança e que lá dentro estamos “seguros” aprendi a diferença entre seguro e seguro…
enfim…. O nojo tomou conta de mim… Paralisada senti-me um trapo, perdi naquele
momento toda a confiança no homem… Pouco recordo da dor, do que aconteceu…
Recordo sim do que senti-me, estuprada, violada, vencida pela maldade…
Recordo-me que entramos numa das poucas florestas que existem nos subúrbios….
Senti-me humilhada, cheia de nojo
e suja… Sobretudo senti vergonha de mim mesma e medo de dizer que aquele homem
tão cordial era um monstro… Quem acreditaria em mim?
Minha mãe ela e só ela podia e
devia acreditar em mim, humilhada, suja e cheia de vergonha fui conta-la, não
sei onde fui buscar toda a coragem e menos ainda sei onde encontrei coragem
para receber e ouvir e assimilar a resposta da minha mãe, afinal estava eu a
pagar a violação que o meu ausente pai actuo sobre ela. Ela me disse que devia
ter a mesma postura, pois ela não foi chorar perante ninguém… Paguei com estupro
o estupro do meu pai à minha mãe… Sou a filha do estupro…
E hoje? Vivo na mesma rua como a
minha mãe e a amiga dela, mas não tenho nem a coragem nem a vontade de ir a
casa dela e falar com ela e a amiga. O advogado conseguiu livrar a amiga da embrulhada,
diga-se de passagem, que nunca me importei de saber o que era, e o Senhor Dr.
Advogado Court Lawyer é o santo das duas amigas!
Nota – Uma moça de 25 anos,
alegre e bela, não a conheço pessoalmente. Ela viu o meu blogue e várias vezes
pediu-me para encontrarmos… Não tive tanta coragem e ontem ela se abriu para
mim no FACEBOOK e eu escrevi o “conto” ou a realidade acima. Os nomes… São da
minha invenção... As lágrimas dela e minha, pois chorei assim que terminei de
escrever este conto ou esta realidade, pois os actos são reais!
Praia, 29 de Outubro de 2014
João Pereira Correia Furtado
terça-feira, 28 de outubro de 2014
RESPOSTA PARA Gilberto Nogueira de Oliveira
RESPOSTA PARA Gilberto Nogueira de Oliveira
G ente assim também existiu
G ente assim também existiu
I nfelizmente
nas roças ouvi dizer
L embrança
de infância algo ficou
B em... Com
o tempo chegaram
E ergueram
bandeiras mais belas
R esplandecente
o sol também
T eve razões
para sorrir um pouco
O dinheiro
este continuo tão pouco, tão pouco...
N ada na
barriga ela continuou vazia
O açoite
acabou e o trabalho livre
G entilmente
só quem queria e podia
Ú nica
certeza é que nem com ele
E muito
menos sem ele para se viver
I nfelizes
eles sonhavam com a Ilha
R espiravam
e suspiravam com o regresso
A inda
continuam a respirar e a suspirar... É LONGE E ILHA!
O ntem
chegaram quatro e para... dizem
L embrança e
matar a saudade
I nfelizes
não viram nada do que deixaram
V er 1947 em
2014 é obra de magia
E vão
regressar... Tudo está diferente
I nfelizmente
as raízes deixadas verdes
R essequidas
e mortas estão há anos
A s poucos restantes olvidaram a memória!
A s poucos restantes olvidaram a memória!
Praia, 28 de Outubro de 2014
João Pereira
Correia Furtado
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